O premio Nobel de 2016 em química foi concedido para o design e síntese da menor máquina do mundo. Esse trabalho soa como ficção científica, mas mantém uma imensa promessa em campos diversos com medicina, materiais e energia.
Todos os grandes empreendimentos começam pequenos.
Isso é especialmente válido para os esforços de desenvolver máquinas e nano escala (1000 vezes menos que a largura do cabelo humano), os quais são sempre designadas para permanecerem minúsculas entretanto com nossas grandes ambições para crescerem.
É difícil tracar o desenvolvimento de máquinas moleculares para uma pessoa ou passo científico.
Mas uma palestra de 1959 do celebrado físico Ruchard Feynman é um ponto de referência.
Sua fala, no encontro da sociedade americana de física na Califórnia titulada "abundância de espaço na parte inferior", coloca o conceito base para a nanotecnologia.
Nisso, ele também antecipou uma das mais largas aplicações discutidas para máquinas moleculares: Um nano robô cirurgião e entregador de drogas localizadas.
"Apesar de ser uma ideia bastante selvagem, seria interessante durante a cirurgia se você pudesse engolir o cirurgião", Disse Feynman à platéia.
"Você coloca o cirurgião mecânico dentro da veia sanguínea e isso vai dentro do coração e "olha por toda parte". Isso encontra qual vávula é a culposa e pega uma pequena faca e fatia a obstrução.
Esse conceito não demorou muito para aparecer em ficções científicas, como no filme A Fantastica Viagem (1966) , no qual uma tripulação de um submarino é miniaturizada e injetada dentro docorpo de um cientista a pedido para salva-lo.
50 anos depois, nós não temos conseguido transformar essa ficção em realidade. Mas a promessa é ainda muito viva. É esperado, por exemplo, que minúsculos sistemas mecânicos de entrega possam se injetados dentro do corpo para entregar drogas tóxicas de quimioterapia diretamente para o tumor, sem prejudicar a saúde dos tecidos.
Mas, como um dos três premiados ao Nobel de química, Sr. Fraser Stoddart, disse a BB: "Isso não acontece de um dia para o outro, leva um longo tempo e centenas de pesquisadores muito talentosos".
No tempo em que Richard Feynman estava pensando sobre a questão da manipulação em minúsculas escalas, químicos já estavam preparando o terreno.
Nos anos 50 e 60, eles estavam tentando conectar formas de anéis juntas em cadeia, em uma tentativa de aumenta-las com novas moléculas avançadas. Mas cedo o progresso enfraqueceu com cientistas lutando para produzir o suficiente dessas moléculas para justificar seus métodos avançados.
Em 1983 um grupo de pesquisa Francês liderado por Jean-Pierre Sauvage, outro desse trio de premiados desse ano, deu um significante passo adiante.
Sauvage uniu em rede duas moléculas em torno de um ion de cobre, formando a primeira ligação em cadeia. Usando esse método, o time Francês era capaz de aumentar o produto substancialmente, em relação a tentativas anteriores, para criar moléculas conectadas.
Fraser Stoddart mudou o rumo do campo quando ele sintetisou um bastão em nanoescala com alteres nas pontas envolvidos por uma molécula em formato de anel.
"O anel pode ser feito para mover para frente e para trás entre os dois locais. Você tem um interruptor ligado e um desligado e o interruptor pode estar construido sobre a máquina.", Sr. Fraser explicou.
Essas moléculas, conhecidas como rotaxanes, tem sido a base para a variedade de nanomáquinas produzidas por Frases e seus colegas.
Estão incluidos um nano elevador, que pode crescer 0,7 nanômetros e um minúsculo músculo artificial, onde rotaxanes curvam uma fina lãmina feita de ouro.
07/10/2016
http://www.bbc.com/news/science-environment-37563673
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